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PNAD Contínua: Pretos têm rendimento 30% menor que os brancos em Sergipe

Aracaju, 04 de maio de 2018.

 

PNAD Contínua: Pretos têm rendimento 30% menor que os brancos em Sergipe.


O sergipano branco recebeu, em média, R$ 2.024 em 2017. Isso é cerca de 600 reais a mais que a média entre os pretos (R$ 1.404). Os pardos tiveram rendimento médio de R$ 1.428. A diferença remuneratória entre brancos e pretos é de pouco mais de 30% em Sergipe em 2017. Em comparação ao ano anterior, a discrepância caiu 10 pontos percentuais. É o que mostra um estudo divulgado pelo Observatório de Sergipe, órgão vinculado à Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), com base nos dados sobre o rendimento da população brasileira em 2017, apurados por meio da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE.

A pesquisa mostra que, em uma população de quase 2,3 milhões, 1,3 milhão de sergipanos possuem algum tipo de renda. A maior parte, 815 mil recebem dinheiro pelo seu trabalho, mas há também 604 mil que têm outras fontes de renda, oriundas principalmente de aposentadorias, pensões.

Rendimento médio mensal do sergipano caiu R$ 94 entre 2016 e 2017

O estado de Sergipe teve, em 2017, rendimento médio mensal real (todas as fontes) de R$ 1.481, pouco menos que os R$ 1.575 do ano anterior. A média sergipana é menor que a brasileira (R$ 2.112) e ligeiramente superior à apurada para a Região Nordeste (R$ 1.429).

Mulheres possuem renda menor que os homens em Sergipe

Os homens sergipanos recebem, em média, 11,5% a mais que as mulheres, diferença menor do que a verificada para o Brasil (22,5%) e para a Região Nordeste (15,5%). Elas tiveram rendimento médio de R$ 1.445 em 2017, enquanto eles, R$ 1.632. Em Sergipe, no ano de 2016, a diferença remuneratória entre os sexos era 16,3% a favor dos homens, quase cinco pontos percentuais a menos do que o verificado em 2017, o que evidencia uma redução da desigualdade salarial de gênero no estado.

Queda da renda é maior entre os sergipanos com curso universitário

Em Sergipe, quem não foi para a escola recebe em média menos de um salário mínimo ao mês, cerca de R$ 581 em 2017 (a média do brasileiro foi de R$ 842). Os sergipanos que concluíram o ensino fundamental receberam em média R$ 1.134, enquanto os que possuem ensino médio completo auferiram R$ 1.526 ao mês. O grande salto no rendimento está entre os que concluíram o curso universitário, eles ganhavam, na média, quase R$ 4 mil ao mês em 2017.

Quando comparado em relação a 2016, percebe-se que houve uma melhoria salarial em quatro das sete faixas de escolaridade analisadas, a exceção está justamente nos extremos, os sem instrução, com queda de 9,1%, e os mais escolarizados, com redução de 17,5% na renda entre os que possuem curso superior completo e uma diminuição de 1,5% nos que têm curso universitário incompleto.

Cai a desigualdade medida pelo índice de Gini em Sergipe

Uma maneira de se medir a desigualdade é a partir do índice de Gini. Esse indicador compreende um número entre 0 e 1, em que 0 corresponde à completa igualdade de renda (todos têm a mesma renda) e 1 corresponde a total desigualdade (em que apenas uma pessoa possui toda a renda da sociedade, enquanto os demais não têm nada).


Em 2017, o índice de Gini do rendimento médio mensal real domiciliar per capita em Sergipe foi 0,558. Em comparação ao ano anterior, quando esse indicador era 0,572, houve queda da desigualdade.


Estudo completo aqui.

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